© 2018 por Curso de Verão - www.cursodeverao.com

Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - CESEEP

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Twitter Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon

CESEEP

CNPJ: 52.027.398/0001-53

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 993, Sala 205
CEP: 01317-001 – São Paulo, SP – Brasil

Cancelamento, sugestões ou reclamações

Tel/Fax: (55 11) 3105-1680 / 3241-1169        

WhatsApp: (011) 98657-0643

Segunda a Sexta das 9h às 18h

Email: ceseep@ceseep.org.br

verao@ceseep.org.br

Fique atento a data dos eventos, os ingressos chegarão ao seu e-mail, confirmando o pagamento caso isso não ocorra entre em contato conosco. Confira nossa política de troca e devolução aqui.

Restrito

  • Curso de Verão

Reconhecer a humanidade do outro é sair do sistema de “coisificação” da vida


A palavra ”acolher” foi um marco para o domingo, 13, dos cursistas do Curso de Verão 2019. Abraçar as histórias, dores e angústias daqueles que estão perto e principalmente dos que calçam as sandálias e, por algum motivo, chegam de longe.


Reconhecer a humanidade do outro, é sair de um sistema de “coisificação” da vida humana e ver o seu semelhante como gente. Saber que uma pessoa ama, chora, respira o mesmo ar e possui uma infinidade de sonhos e sentimentos guardados no seu íntimo e, muitas das vezes, marcadas em sua pele.


“Salaam Aleikum” (Salamaleico)


“Que a paz esteja sobre vós” (salamaleico), foi a primeira frase que abriu o Círculo de Cultura “Refugiados da República do Mali e da Síria”, com a fala do sírio Abdul Jarour, que logo após, ensinou a responder com a frase: “Waalaikum As-Salaam”, que na tradução significa “E sobre vós, a paz”. O ex-militar partilhou a sua história durante a guerra na Síria, iniciada durante a “Primavera Árabe” em 2010. Além de perder familiares e amigos dos quais teceu relações de vida, enfrentou a tortura de jovens e crianças e toda a luta por sobrevivência. Testemunho que chamou a atenção dos cursistas.


“A Síria sempre foi um país acolhedor de refugiados. Vivíamos um regime socialista que visava à igualdade para todo e qualquer cidadão. Lá, não existiam pessoas em situação de rua, como acontece aqui no Brasil e em outros países. Tudo mudou quando um regime ditador assumiu o poder e bases americanas e russas, instaladas em nosso solo, guerrilharam entre si. Por interesses próprios, vidas foram levadas e a nossa terra nunca mais foi a mesma”.


De mãos dadas na guerrilha


O Círculo de Cultura “Experiência Migrante de Canudos” se inspirou na resistência do povo nordestino, que juntou forças entre negros e indígenas contra o poder opressor, durante a Guerra de Canudos, iniciada em 1896, que marca a queda da monarquia e o início do regime republicano no Brasil.


O convidado José Alonsio dos Santos contou sobre como a história de resistência dos seus antepassados era ocultada pela sociedade, que foi influenciada pelo governo e que não tinha acesso às histórias, conforme passados os anos.


Ele conta que apenas soube da verdadeira história de suas raízes, quando chegou a São Paulo, para tentar uma oportunidade. A quantidade de equipamentos públicos na cidade paulistana facilitou conhecer a história, que tanto foi silenciada durante a vida.


“Nós vencemos o Exército Brasileiro. Índios e negros, que juntaram forças, criaram suas armas e estratégias, de mãos dadas e juntos na guerrilha. Conseguimos desarmá-los, tomar canhões, com tudo feito no coletivo e por nossas próprias mãos. A nossa história não é contada pois resistimos três vezes, sendo na quarta, uma derrota histórica dos militares. O governo, até hoje tem medo da força do povo nordestino”.


Daniel Freitas / Comunicação / CV2019




86 visualizações