© 2018 por Curso de Verão - www.cursodeverao.com

Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - CESEEP

  • Grey Facebook Icon
  • Grey Twitter Icon
  • Grey YouTube Icon
  • Grey Instagram Icon

CESEEP

CNPJ: 52.027.398/0001-53

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 993, Sala 205
CEP: 01317-001 – São Paulo, SP – Brasil

Cancelamento, sugestões ou reclamações

Tel/Fax: (55 11) 3105-1680 / 3241-1169        

WhatsApp: (011) 98657-0643

Segunda a Sexta das 9h às 18h

Email: ceseep@ceseep.org.br

verao@ceseep.org.br

Fique atento a data dos eventos, os ingressos chegarão ao seu e-mail, confirmando o pagamento caso isso não ocorra entre em contato conosco. Confira nossa política de troca e devolução aqui.

Restrito

A espiritualidade é cultivada com o encontro

Atualizado: Jan 18

Quais são os rostos da espiritualidade libertadora na cidade?

Foto: Patrícia França

Com essa pergunta, Marcelo Barros, monge beneditino e escritor, iniciou a sua palestra no 8º dia do Curso de Verão 2020, cujo tema é “Espiritualidades na cidade - por uma dimensão libertadora.


Para indicar os diferentes rostos da espiritualidade, Marcelo contou uma história hebraica, indicando que Deus se esconde e se revela e vice-versa. Deus é Deus, mas as manifestações de Deus são muitas.


“A diversidade cultural e religiosa é a forma de o próprio Espírito se expressar”. Quando uma expressão religiosa é valorizada, se está reconhecendo Deus presente nessa expressão. O Espírito se manifesta desse modo, por conseguinte, Deus é encontrado nessa expressão. “O pluralismo é o caminho espiritual para viver a unidade na diversidade em Deus e em nós”, refletiu.


Por que uma espiritualidade sociopolítica libertadora? O monge respondeu que Deus está preocupado sim com a política e com as questões sociais: “Deus toma partido. Não um partido político brasileiro, mas Deus toma partido ao lado do pobre, ao lado da justiça, ao lado da libertação. Deus-Amor desce ao mundo dos oprimidos”.


Citando o teólogo Jungman Moltmann, Marcelo disse que “Deus não se encontra entrando em si mesmo, mas saindo de si. Deus não está no ‘eu’, mas no ‘tu’”. Deste modo, é necessário dilatar a capacidade de amar, até descobrir, que “através de nós, Deus revela aos pequeninos o seu amor de predileção e cuidado maternal”.

Fotos: José Iago

O assessor apresentou cinco pontos para se viver a espiritualidade na militância social: a) O testemunho da dignidade e do valor espiritual da Política - viver a política como exercício espiritual de entrega aos outros. b) Viver a fé, assumindo caminhar na noite escura - todos passam pela noite escura, pela ausência da percepção de Deus, na sua realidade cotidiana. c) “Etsi deus non daretur” - Viver em Deus, viver com Deus Como se Deus não existisse (Dietrich Bonhoeffer). A espiritualidade do não falar (“apofática”), porque Deus é maior e está acima de tudo. d) A interioridade em uma espiritualidade libertadora - habitar consigo mesmo, não para permanecer em si, mas parra sair em direção ao outro. A espiritualidade é cultivada com o encontro. A espiritualidade é o Amor. Há uma gratuidade, algo que ultrapassa a razão. e) A espiritualidade e o ministério da escuta espiritual - a primeira dimensão da espiritualidade é a escuta de Deus que se revela e se esconde ao mesmo tempo.


Marcelo concluiu a sua assessoria incentivando os cursistas a viverem a espiritualidade libertadora: “eu estou aqui para confirmá-los naquilo que vocês já estão vivendo”.


Equipe de Comunicação

Jorge Demarchi



48 visualizações