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Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - CESEEP

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Restrito

Curso de Verão traz reflexão sobre influência da mídia no cenário religioso

Atualizado: Jan 12


A jornalista Magali do Nascimento Cunha durante explanação no Curso de Verão - Foto: Ana Paula

Desde os anos 90, estamos acompanhando mudanças significativas no cenário religioso no mundo. Este cenário se deve também a evolução tecnológica, com a popularização das mídias, que tem influenciado na doutrina e vivência de grupos religiosos.


A abordagem foi tema da assessoria da jornalista Magali do Nascimento Cunha, desta sexta-feira, 10, na 33ª edição do Curso de Verão, realizado pelo CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular). Para a convidada, a adesão e investimentos das igrejas nas mídias proporcionaram maior visibilidade às ações religiosas e propagação da fé, porém, trouxeram algumas questões preocupantes, colocando o cristão como um novo segmento de mercado e a fé como um produto para gerar lucros, em um cenário composto por celebridades, fãs, eventos, entre outros fenômenos. “A TV e o rádio assimilaram esta tendência e apostaram na produção de conteúdo religioso para conquistar audiência”.


Magali também fez uma reflexão sobre as consequências da Reforma Digital que, com a popularização das mídias sociais, expandiu as possibilidades de gerar conteúdos, sem qualquer mecanismo de controle, dando autonomia e liberdade aos chamados influenciadores de opiniões.


Entre os pontos negativos, está a perda da narrativa religiosa, identificada pela vivência e história dos grupos, passando a ser confundida por experiências lúdicas, por meio da desinformação e o uso indiscriminado do conteúdo, criado, intencionalmente, para fins financeiros, políticos ou de interesses pessoais. “É preciso ter cuidado para não se tornar intolerante por tudo que se vê na mídia. Nem todos que estão nas igrejas, estão na mídia. A mídia traz apenas uma parcela deste público. Não podemos cair nessa armadilha”, disse.


Foto: Ana Paula

Para a jornalista, o desafio está na leitura crítica das publicações, buscando as referências necessárias antes de inserir as informações nas experiências diárias. Magali citou umas das publicações do Facebook, envolvendo o Papa Francisco, com a fake news (notícia falsa) de que o mesmo cancelaria a Bíblia Sagrada, por estar totalmente desatualizada. A informação foi compartilhada por milhares de pessoas, inclusive lideranças religiosas.


Ela também enfatizou os pontos positivos das mídias que, se utilizada de forma humanizada e com coerência, possibilitam muitos benefícios, como a sociabilidade e integração das pessoas. “É válido dizer que as mídias têm um alcance importante, o que pode contribuir para a democratização da sociedade, assim como da pluralização das religiões de forma respeitosa”.


Equipe de Comunicação

Mônica Santos


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