Coronavírus e a importância das atividades religiosas em casa


Por Mayrinkellison Peres Wanderley*

Cristãos e cristãs!

“Quando o SENHOR passar pela terra para matar os egípcios, verá o sangue na viga superior e nas laterais da porta e passará sobre aquela porta, e não permitirá que o destruidor entre na casa de vocês para matá-los” (Êxodo. 12:23)

Não é de hoje que o povo de Deus conhece a situação de ficar na retaguarda intercedendo pela vitória que é iminente.

O relato bíblico de Êxodo 12:23 retrata de forma clara que, em situações de calamidade, resta uma opção: orar e confiar!

O povo de Deus foi chamado a ficar em casa, aguardando e confiando, num verdadeiro encontro de louvor e oração.

No episódio da promessa de extermínio dos judeus, a orientação da rainha Ester foi:

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais nem bebais por três dias, nem de dia nem de noite, e eu e as minhas servas também assim jejuaremos. E assim irei ter com o rei, ainda que não seja segundo a lei; e se perecer, pereci” (Ester 4.16).

Vivemos tempos difíceis, em que a humanidade atravessa uma praga que já tem ceifado vidas caras aos olhos do Criador, pois “Deus não tem prazer na morte do ímpio” (Ezequiel 33.11).

Obviamente que a palavra ímpio, aqui, tem conotação retirada do contexto, mas, conjugado com outros textos bíblicos, Deus ama a todas as pessoas, como está escrito: “Pois ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz cair chuva sobre justos e injustos” (Mateus 5.45).

A Covid-19 tem sigo um recente flagelo avassalador sobre todos os países – ricos e pobres, cristãos e agnósticos, justos ou injustos.

A experiência dos poucos meses desta enfermidade reconheceu que o recolhimento ainda é a melhor terapia, embora isso possa custar nossa liberdade, nosso direito ao culto e a comunhão na igreja.

Mas é um tempo de testemunho!

Aquele testemunho que ultrapassa nossas palavras e que nos aproxima da atitude, a mesma atitude que levou Jesus a dar sua vida em favor de muitos (Mateus 20.28).

Nesses momentos de crise, devemos nos espelhar na família Wesley, que orientava seus filhos no culto doméstico: “Os meninos no lar de Samuel Wesley aprenderam o valor que há em observar fielmente os cultos. Não há em outras histórias fatos tão profundos e atraentes como o que consta acerca dos filhos de Samuel e Susana Wesley, pois antes de saberem ajoelhar-se ou falar, eram instruídos a dar graças pelo alimento, por meio de acenos apropriados” (www.teologaroficial.com.br/john-wesley).

Sim, é na devoção familiar, no lar, onde o verdadeiro culto começa. Aprender a orar pelas pessoas é um dom especial de Deus e, enquanto alguns estão no campo “andando e chorando” (Salmo 126.6), precisamos daqueles que seguram as cordas em oração! Como diz o jargão missionário: “Missões se faz com os pés dos que vão, com os joelhos dos que oram e com as mãos dos que contribuem”.

Quando as autoridades nos conclamam a ficar em casa, somos chamados pela Autoridade das autoridades para interceder pelo mundo, pelas pessoas, pelos profissionais da saúde, por aqueles cujos pés chegam.

Mas assim como o coronavírus não respeita fronteiras, nossos joelhos também não! Recentemente, em sua primeira audiência virtual, o papa Francisco agradeceu os praticantes de todas as crenças que estão orando pelo fim da epidemia: “Todos unidos, independentemente da religião a qual pertençam. Um agradecimento sentido por este esforço”.

É hora de nos sentirmos humanos, parte da grande Casa Comum (Salmo 24.1).

Independentemente dos decretos e leis deste tempo que nos convidam a ficarmos em casa, vamos dar nosso bom testemunho e orar por nossos vizinhos e familiares, cumprindo nosso dever cristão de desejar o bem para nossa cidade, como disse o profeta: “E procurai a paz da cidade, para a qual fiz que fôsseis levados cativos, e orai por ela ao Senhor: porque na sua paz vós tereis paz” (Jeremias 29.7).

Vamos gravar sermões, produzir palavras de encorajamento, compartilhar nossa esperança, realizar cultos on-line, ouvir pregações, ler a Bíblia e estudar a Palavra. Essa comunhão invisível não passará despercebida daquele que “não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis” (Hebreus 6.10).

Em breve poderemos todos estar em nossas igrejas, com nossos irmãos e irmãs, celebrando a vitória sobre mais um triste episódio na vida da humanidade. Bom culto, em casa!

* Mayrinkellison Peres Wanderley é membro da Aliança de Batistas do Brasil e, atualmente, integra a diretoria do CONIC.

Imagem: Pixabay

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