• Curso de Verão

A força transformadora do Evangelho

Convidando a todos a fazer uma caminhada pela história de Rute, livro bíblico. Foi assim que Odja Barros, pastora batista em Maceió, assessora do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) e coordenadora do Grupo de leitura popular e feminista da Bíblia Flor de Manacá, iniciou sua explanação no sétimo dia do Curso de Verão 2019, 15 de janeiro.


De acordo com Odja, os quatros capítulos que compõem o livro de Rute narram o movimento migratório da época, que se assemelha à questões atuais ainda sofridas pelos migrantes, principalmente as mulheres. “Rute é uma novela bíblica. É uma novela porque retrata a vida como ela é. É uma novela de resistência”, explica.


Embora a narrativa apresente cenários e situações que refletem heranças negativas para a sociedade como machismo, xenofobia e intolerância, para a pastora, as histórias de Noemi e suas noras Rute e Orfa – mulheres, migrantes e excluídas da sociedade – podem e devem ser utilizadas como fonte de fortalecimento e inspiração, principalmente pelos grupos de resistência. “Precisamos dialogar com esses textos (histórias). O texto tem movimento o tempo todo, procura outros lugares. Deus também migra. E procura lugar até hoje”, afirma.


Por isso é fundamental estar atento aos elementos ocultos dos textos. De acordo com Odja, a narrativa do livro de Rute está cheia de provocações literárias, incomuns, inclusive para a época, que tinha como base as leis patriarcais. Como por exemplo, o momento em que Noemi, posterior à morte de seu marido e filhos, aconselha suas noras a retornarem para as casas de suas mães. Quando na época, o comum seria retornar à casa de seus pais.


Mesmo acreditando que ninguém precisa de Bíblia ou de igreja (instituição) para viver sua fé, faz um alerta sobre a força transformadora que o Evangelho possui: “Eu ainda creio que o Evangelho – não a religião institucional cristã, como se organizou – mas o Evangelho tem uma força transformadora fantástica”.


Alertando para a não valorização de histórias e tradições judaicas-cristãs e o abandono por parte da sociedade atual da compreensão das histórias bíblicas, a assessora pontua: “Não podemos abrir mão dessa herança. Essa herança também é nossa. Precisamos disputá-la com quem a tem instrumentalizado apenas para reproduzir essas mazelas e essas heranças nefastas, que precisam ser afastadas de nós”.


Amanhã (16/01), a pastora dará continuidade à sua explanação correspondente ao texto “Migrantes em terra estrangeira: Rute, a moabita”, publicado no livro deste ano do Curso de Verão: “Por uma cidade acolhedora: somos todos migrantes”, uma publicação do CESEEP (Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular), editora Paulus.


Ira Romão / Comunicação / CV2019




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