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Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular - CESEEP

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CESEEP

CNPJ: 52.027.398/0001-53

Av. Brigadeiro Luís Antônio, 993, Sala 205
CEP: 01317-001 – São Paulo, SP – Brasil

Cancelamento, sugestões ou reclamações

Tel/Fax: (55 11) 3105-1680 / 3241-1169        

WhatsApp: (011) 98657-0643

Segunda a Sexta das 9h às 18h

Email: ceseep@ceseep.org.br

verao@ceseep.org.br

Fique atento a data dos eventos, os ingressos chegarão ao seu e-mail, confirmando o pagamento caso isso não ocorra entre em contato conosco. Confira nossa política de troca e devolução aqui.

Restrito

33º Curso de Verão (de 08 a 16 de Janeiro de 2020)

34º Curso de Verão (de 07 a 15 de Janeiro de 2021)

"Cuidar da Casa Comum: por uma cidade sustentável"

Local: PUC/TUCA - São Paulo/SP

ASSESSORIA:

- SEÇÃO MAPEANDO A REALIDADE: Moema Miranda / Clara Carvalho Lemos

- SEÇÃO BÍBLIA E TEOLOGIA: Odja Barros

- SEÇÃO PASTORAL: Luiz Tokuzi Kohara

- CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA: Romi Marcia Bencke

Constatamos com desgosto e quase sempre com impotência que a terra, nossa casa comum, parece transformar-se cada vez mais num imenso depósito de lixo. A experiência quotidiana de eventos climáticos extremos entre chuvas torrenciais e secas prolongadas, picos de calor e invernos rigorosos, incêndios devastadores de florestas e campos e o alerta angustiado dos cientistas nos obrigam a encarar as consequências do aquecimento do planeta. As mudanças climáticas são um problema global com graves implicações ambientais, sociais, econômicas, distributivas e políticas, constituindo atualmente um dos principais desafios para a humanidade. Muitos pobres vivem em lugares particularmente afetados por fenômenos relacionados com o aquecimento, e os seus meios de subsistência dependem fortemente das reservas naturais e dos chamados serviços do ecossistema como a agricultura, a pesca e os recursos florestais.

Nesse quadro, as cidades tornaram-se particularmente vulneráveis, seja pela poluição do ar, a escassez de água potável, a falta de saneamento, seja pela geração crescente de lixo e a dificuldade para recolher, reciclar e dar-lhe um destino final. Sofrem ainda com a precariedade e insuficiência do transporte coletivo e o travamento do trânsito, a ausência dos serviços básicos de educação, saúde, moradia decente, espaços de lazer e com o drama do desemprego, que afeta, sobretudo, os jovens.

No Brasil, as cidades concentram mais de 80% da população e, em geral, estão sem capacidade de investimento em infraestrutura e em equipamentos urbanos.  Apesar disto, em busca de emprego/trabalho, atendimento médico-hospitalar, oportunidades de estudo e de lazer, muitos jovens ou famílias inteiras saem da zona rural e vão para os espaços urbanos, em pequenas, médias ou grandes cidades. Trazem a esperança de dias melhores para si e suas famílias. São, entretanto, empurrados para periferias destituídas de quase tudo. Não são acolhidos como esperam e merecem.

Em 2019, quando o Curso de Verão tratou das migrações, ouviu o clamor “por uma cidade acolhedora”. Em 2020, ao abordar as diferentes formas de vivência da espiritualidade nos espaços urbanos, denunciou a intolerância, preconceito e discriminação que atingem diversos grupos religiosos e comprometeu-se com o diálogo e a construção de pontes para uma “espiritualidade libertadora”. Em 2021, a busca é por uma cidade sustentável, o que implica no cuidado e zelo pela Casa comum.

A concentração de pessoas no mesmo território traz consequências sérias, tanto para seus moradores, quanto para os que formulam políticas públicas para o atendimento de suas necessidades básicas de trabalho, alimentação, saúde, educação, moradia, transporte, lazer.

Na cidade a riqueza e as oportunidades são infinitamente maiores do que no campo, mas também as desigualdades e a concentração de renda se agravam. As famílias com menor poder aquisitivo e regiões inteiras nas periferias, buscam, sem conseguir, maneiras de sobreviver na cidade com um mínimo de dignidade.

Há uma imagem forte, reforçada pela mídia, que faz as pessoas acreditarem que, para SER alguém, é preciso TER muitos bens e acesso a serviços que deveriam ser comuns a todos. Ou seja, o valor das pessoas é medido pelo que elas possuem e não pelo que são. Nessa esteira, só se é feliz quando se consegue consumir. É como se fora do mercado de consumo, não houvesse vida ou felicidade. As pessoas se definem como “consumidoras”, individualmente e não mais como “cidadãs” pessoal e coletivamente, com responsabilidades pela cidade e sua sustentabilidade.

O desafio maior é o de assegurar a todas as pessoas o acesso aos bens e serviços essenciais ao ser humano num espaço urbano e romper com a lógica das que têm demais ao lado das que pouco ou nada tem. A miséria de muitas, ao lado do consumismo desenfreado num planeta cujos recursos são finitos, aponta para um impasse. Assim, não será possível sobreviver, de forma sustentável, no espaço-cidade, nem no planeta terra.

O modelo econômico extrativista e excludente que impera hoje na sociedade, destrói os recursos naturais e alimenta um modo de vida individualista e competitivo, como se este fosse o único modelo possível, ignorando as possibilidades de partilha entre os humanos e um novo modo de relação com natureza. Isso implica em conhecer novos modos de produção, que interpelam os sistemas econômicos e um novo modo de vida na cidade. Este novo modo de vida exige compreender e assumir a responsabilidade de seu papel como cidadão/ã, tanto do ponto de vista teórico como na criação de estratégias para se efetivar as mudanças necessárias. 

Somos provocados/as a assumir, diante da avalanche do consumismo, um estilo de vida alegremente sóbrio, simples e solidário com os que pouco ou nada tem; reduzir a produção de lixo e o uso de plásticos, favorecer a produção e comercialização de produtos agroecológicos, utilizar sempre que possível o transporte público, ao lado de outras iniciativas para tornar as cidades sustentáveis e assegurar a continuidade da vida na nossa Casa comum.

O Curso de Verão 2021, com o tema Cuidar da casa comum: por uma cidade sustentável oferecerá o estudo e o aprofundamento teórico-metodológico sobre a importância da sustentabilidade na cidade e de ações que revertam o quadro de destruição dos bens naturais e, especialmente, sobre a necessidade de um novo modo de vida, sem agressão ao meio ambiente e um modelo de convivência mais cooperativo e menos competitivo nas relações, tanto pessoais quanto coletivas.

O Curso é ecumênico, aberto ao diálogo inter-religioso e à contribuição de pessoas com outras filosofias de vida e com participação em organizações, comunidades e movimentos sociais.

 A Metodologia da Educação Popular utilizada no curso permite uma reflexão horizontal entre os/as participantes, tendo a arte presente em todos os espaços e momentos como parte do processo formativo.